A vida de Sigmund Freud

Neste artigo será contato a história da Vida de Sigmund Freud que nada mais é do que uma personalidade histórica da Psicologia e Psicanálise.

Ao nos depararmos com grandes personalidades, aquelas que de alguma forma deixaram seu legado a humanidade, temos a tendência também de transformá-lo em super-heróis. Isso porque ao longo de nossas histórias somos carregados de crenças limitantes e ensinados a focar no negativo como padrão.

Ao longo do tempo, a humanidade supervalorizou a inteligência, as informações, a aparência e muito pouco se investiu nos relacionamentos, sentimentos, emoções e pensamentos.

Sigmund Freud e seu legado

Quando nos deparamos com personalidades que quebraram seus paradigmas supervalorizamos suas conquistas, sem, tampouco, observar suas sombras, os medos enfrentados, os gigantes derrubados, o caminho caminhado.

Freud nasceu no dia 6 de maio de 1856, em Příbor, na região da Morávia, atualmente município da República Tcheca. Filho de família religiosa, recebeu educação judaica não tradicionalista e aberta à filosofia do Iluminismo.

Renomado e citado por pensadores e mestres sempre comprei a ideia de que este era um super-herói, mas fiquei feliz e motivado ao perceber sua humanidade, suas fraquezas, seus erros, suas tentativas e enfrentamentos.

Percebi, com o aprofundamento e estudo de sua história, que sua força de vontade em ajudar o ser humano, em um tempo de muitas dificuldades, pouca tecnologia, era sua motivação.

A vida – base para fundamentos de Freud

Outra característica observada fica em torno de sua vontade de evoluir, questionar o comum, questionar as teorias e buscar cada vez mais aprofundar no íntimo humano, usando sua própria vida como base para seus fundamentos.

Vale ressaltar que em toda a teoria freudiana, é possível perceber a influência do seio familiar na formação indivíduo, sendo assim na constituição em vida ou na ausência em morte.

Vemos nisso que as experiências manifestas em sua própria infância contribuíram de algum modo, à sua forma de pensamento futura. Assim também pensam Biógrafos famosos como Ernest Jones, que defende a ideia de uma busca incansável por um significado para o homem e suas relações, com a origem em ligações familiares nos primeiros anos de vida de Freud.

Vida Profissional de  Sigmund Freud

Freud formou-se em medicina, na Universidade de Viena em 1881, especializou-se em psiquiatria, trabalhou em um laboratório de fisiologia e deu aulas de neuropatologia. Com problemas financeiros começou a clinicar escolhendo pacientes com problemas nervosos.

Ao final de sua residência, Sigmund Freud ganhou uma bolsa para estudar em outro pais e assim foi para Paris. Em seu novo desafio passou a trabalhar com Charcot, psiquiatra francês que tratava as histerias por meio da hipnose, pratica esta que foi utilizada por Freud quando voltou a Viena.

A paciente Ana O.

Em seu retorno aliou-se à Josef Breuer, médico renomado com muitos pacientes importantes, entre eles a paciente Ana O., que sofria de distúrbios somáticos que produziam paralisia com contratura muscular, inibições e dificuldade de pensamento, que contribuiu com grandes descobertas às suas teorias.

A referida paciente, Ana O., cuidava do pai doente e a conclusão de seu tratamento ficou por conta de seus pensamentos e afetos em relação ao desejo de que o pai morresse, ideias e pensamentos que foram reprimidos e substituídos por sintomas que só eram esclarecidos sob hipnose, momento em que a paciente relatava as suas origens.

Freud percebeu que a rememoração destes sintomas fazia com que eles desaparecessem, desenvolvendo a partir daqui novas teorias.

O início da Psicanálise

Sigmund  Freud, à partir de suas pesquisas cria a psicanálise e a fundamenta na prática médica, trazendo a importância da afetividade e o inconsciente como objeto de estudo e suas principais ferramentas. Sua inovação desmonta com a tradição da psicologia como ciência da consciência e da razão.

Sua tese teórica ousou colocar processos misteriosos do psiquismo em evidência, as regiões consideradas
obscuras até então, como as fantasias, os sonhos, esquecimentos, ato falho e outros problemas internos do ser humano, como problemas científicos. Foi na investigação dos processos psíquicos que Freud criou a psicanálise.

A psicanálise baseia-se nos conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da psique, utilizando-se da interpretação para buscar o significado oculto das ideias.

Sigmund Freud e suas descobertas

O método de investigação está em buscar o significado inconsciente das palavras, ações e produções imaginárias do paciente, sendo este método baseado em associações livres do indivíduo, que validam às interpretações.

As descobertas fundamentais sem sombra de dúvidas ficam a cargo do inconsciente , o complexo de Édipo , a fase anal, a sexualidade infantil , a interpretação dos sonhos, a associação livre, a transferência e a resistência.

Graças a este grandioso trabalho nasceram os psicanalistas que por meio da análise psicoterápica ajudam na cura ou autoconhecimento dos seus pacientes.

Conclusão

Neste trabalho o paciente é analisado e, como nada sabe, ou sabe muito pouco a respeito dos motivos de sua doença, os psicanalistas lhe ensinam a compreender a composição das formações psíquicas mais complicadas, reduzindo os sintomas que provocam sofrimento.

É na prática da clínica psicanalítica, por meio da análise, que a origem dos sintomas ou dos comportamentos manifestos são interpretados.

Vencer as resistências psíquicas do indivíduo que impedem o acesso ao inconsciente é um grande desafio, mas que, com os estudos disponibilizado por Freud, ajuda o ser humano em busca de despertar a melhor versão de si mesmo.

Texto sobre A vida de Sigmund Freud escrito por Anderson Christofoletti para o portal Só Psico. Gostou? Temos mais textos relacionados ao tema. Fique de olho!

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