Transtorno Bipolar e formas de entender seus sintomas

Neste artigo será abordado o transtorno bipolar e formas de entender os sintomas. Hoje em dia é muito comum as pessoas diagnosticarem a si próprio e ao outro com transtorno bipolar, pelo simples fato de alterarem seu estado de humor ou comportamento.

Para ser confirmado tal transtorno, não é tão simples,  pois pode ser confundido com várias doenças ou patologias parecidas, sendo necessário ser feito o diagnóstico por um profissional da área e tratá-la de forma adequada, caso a caso em sua particularidade.

O transtorno bipolar é uma doença vitalícia. Episódios de mania e depressão costumam voltar ao longo do tempo. Entre os episódios, muitas pessoas podem se ver livres de mudanças de humor, mas algumas pessoas podem ter sintomas persistentes.

Transtorno Bipolar

Primeiramente, importante lembrar que nossa personalidade é formada por um conjunto de fatores, e que sofre grande influencia do ambiente familiar e do convívio externo, ou seja, educação, cultura e valores que recebemos  desde o nosso nascimento até o momento atual,  estes fatores ajudam a formar parte de nossas características e influenciam em nosso modo de pensar, agir e se relacionar com  as pessoas.

Todavia, quando nossa forma de reagir a qualquer situação da vida, trouxer grande sofrimento e angustia, pode haver indícios de algum transtorno cerebral, causando alterações incomuns no humor e na frustração em realizar tarefas do cotidiano.

Como é identificado o Transtorno Bipolar?

Para identificar o Transtorno Bipolar, é necessário conhecer todo o passado do indivíduo, bem como seu histórico familiar e fazer um levantamento de quando começou a apresentar indícios de comportamentos diferentes do habitual e da normalidade,  onde a principal característica deste transtorno se dá pela  alteração brusca de humor, oscilando entre períodos de mania, hipomania e depressão.

Ademais, tal patologia  era conhecida como psicose maníaca depressiva,  e há estudos que relatam que a causa do desenvolvimento deste transtorno. Tem uma origem preponderante na genética, mas que podem desencadear também por vários fatores emocionais ou físicos no ambiente que convive, sejam eles familiar, social ou profissional, mas que na sua vulnerabilidade, em momentos de estresse pode agravar o quadro clínico.

Todavia, tendo a principal característica as oscilações de humor, veremos dois polos distintos que comandam a mente do indivíduo com o transtorno e que causam esta confusão mental: o polo alto que seria a mania ou euforia e o polo baixo que seria a depressão,  importante destacar que essa depressão é diferente da comum.

A presença do Polo Alto

No Polo alto, a mania ou euforia, então presentes quando há um excesso de energia e o indivíduo tem a impulsividade aumentada, podendo ficar com a libido alterada e a sexualidade desregrada, ter gastos incontroláveis, usar drogas, etc, ou seja, as suas atitudes são realizadas sem pensar nas consequências e muitas vezes imediatistas.

Quando o indivíduo está na fase da mania ou euforia,  este também fica com o humor exaltado e o pensamento acelerado,  podendo conversar com desconhecidos assuntos íntimos ou até constrangedores, sua comunicação chega a ser  exaustiva  sobressaindo somente a sua fala, e se alteram bruscamente.

Irritabilidade e suas características

A irritabilidade também faz parte das características da mania, bem como situações corriqueiras que podem
fazê-los perder o controle e ficarem agressivos ou explosivos, também há grande dificuldade de concentração.
Na mesma linha, temos a  hipomania, entretanto, é um tipo de distúrbio mais leve da mania, ou seja, tem sintomas parecidos, mas sem tanta intensidade e com níveis de gravidades menores.

Por outro lado, temos o polo baixo, que entra na fase da depressão, onde o indivíduo perde o interesse para qualquer coisa, seja pelas atividades que gostava de fazer, ou para uma simples tarefa.

Neste estágio há também dificuldade de tomar decisões e de concentrar-se, sente-se mais cansado, lento e numa tristeza profunda, e qualquer atividade que venha a fazer  exige de si um esforço maior, ou desiste, considerando incapaz, como se lhe faltasse energia  em suas atitudes.

Transtorno Bipolar I e II

Assim, para um tratamento adequado tal patologia poderá ser classificada a depender da sua gravidade e intensidade, podendo ser: Transtorno Bipolar I (em que a elevação do  humor é grave e persistente ou seja há uma oscilação entre a depressão e a mania severa); Transtorno Bipolar II (em que a elevação do humor é mais branda,  onde há a oscilação entre a depressão  e a hipomania).

Para os casos considerados Mistos temos  a presença da mania juntamente com a depressão, acontecendo simultaneamente; entretanto para o tipo Ciclotímico há oscilação entre períodos hipomaníacos e depressivos leve, podendo ser considerado também a forma mais amena do Transtorno Bipolar I.

Tal  doença psíquica, não tem cura, mas deve ser controlada e ter um tratamento pertinente e individualizado, e com acompanhado médico na área da psiquiatria, o qual poderá ajudar no controle e estabilizar a doença com ajuda de medicamentos e indicação de terapias.

Entretanto, o apoio familiar e dos amigos também é muito importante, pois amor e carinho ajudam e muito no tratamento e na melhora da auto estima, incentivar a procurar agregar hábitos saudáveis como alimentação, praticar atividades físicas e ter momentos de lazer, também ajudam a gerenciar o estresse que a doença pode causar.

Conclusão

Para finalizar, importante ressaltar que a psicanálise tem um papel fundamental para o indivíduo com transtorno bipolar, pois a terapia complementa o trabalho do psiquiatra, ajudando o paciente a falar de sua doença e a compreendê-la melhor, e assim com este autoconhecimento, poderá ter a consciência de que é possível ter uma
melhor qualidade de vida, capaz de trabalhar, estudar, relacionar-se ou seja socializar-se novamente com as crises estabilizadas, e levar uma vida produtiva como qualquer pessoa saudável.

Texto escrito por Ghiselli Baliza, especialmente para o Portal Só Psico.

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