A seletividade do inconsciente

Sigmund Freud criou diversas teorias que compõem a terapia da Psicanálise. Dentre elas,  existe o conceito da seletividade do inconsciente. Você sabe o que isso significa? Não? Então continue a leitura e aprenda tudo sobre esse elemento.

Inconsciente é um termo psicológico com dois significados distintos. Em um sentido amplo, mais genérico, é o conjunto dos processos mentais que se desenvolvem sem intervenção da consciência.

O artefato estranho e fascinante, o inconsciente é motivo de diversos estudos e pesquisas, este grande gerador de fantasias, lapsos e impulsos não controláveis, permite compreender a complexidade da mente humana e suas ações.

Como explicado por Sigmund Freud, o inconsciente não é um complexo adormecido, ele pulsa e influência diariamente no cotidiano das pessoas com suas memórias inconscientes adormecidas.

A mente e o inconsciente

A mente possui um poder computacional, para ela aumentar o zoom, a concentração, para focar em algo, sempre significa coletar menos informações sobre todo o resto. Assim, a mente é capaz de se concentrar em qualquer coisa e deixar de lado o pacote de distrações apresentado no resto do mundo.

Também por isso que, estar envolvido em um jogo gera foco e alegria, e torna a mente alheia a todos os pedidos de
retirada de atenção externos. Priorizar uma coisa e negligenciar todo o resto são dois lados de uma mesma moeda. Assim, o cérebro é realmente seletivo.

O Cérebro é seletivo

Isso é, o inconsciente tem suas próprias prioridades, por isso é seletivo. O simples fato da seletividade tem grandes consequências, como a qualquer momento estar ciente de apenas um pequeno fragmento de tudo que gira em torno e ao redor.

A ideia de seletividade seletiva significa que a mente inconsciente pode estar moldando uma experiência mais dinamicamente do que esperava, analisando o que se vê com base em objetivos e emoções.

Coisas perigosas como cobras, aranhas, bichos venenosos, cães bravos e situações perigosas em geral, podem romper a concentração e invadir a consciência.

Palavras sujas e imagens e situações de pânico têm os mesmos efeitos. A ação do cérebro é de atenção, fugir da situação de perigo e manter-se a salvo. Isso torna um bom sentido evolutivo.

A importância da seletividade

Importante ser seletivo para que a mente possa dedicar a maior parte de seus recursos à tarefa em questão. Também é útil manter olhos ou ouvidos atentos ao inesperado. As inúmeras distrações do ambiente acessam e envolvem a mente a todo momento, e a seletividade da mente pode abrir espaço para que se perca o foco na tarefa.

Simplesmente pode-se dizer que, alguns eventos se tornam visíveis ou invisíveis à mente, com base no que eles significam para aquele indivíduo.

As descobertas do inconsciente

O inconsciente é entendido como um vasto estoque de conhecimentos, hábitos e associações que ajudam a processar informações de maneira eficiente, em vez de esperar na fila por pensamentos conscientes mais
lentos.

Novas descobertas sugerem que o inconsciente pode representar objetivos sociais, como procurar um amigo, um encontro amoroso ou ainda um colega de trabalho.

Ele parece ter opiniões sobre que tipo de pessoas são adequadas para cada uma, assim como, que tipo de atos e ações são adequados a cada um.

O inconsciente é, de acordo com Freud, a soma das memórias de um indivíduo, um depósito infinito de experiências de vida.

“O inconsciente é o círculo maior que abrange em si o círculo menor da consciência; tudo o que é consciente tem um estágio prévio inconsciente, enquanto o inconsciente pode permanecer nesse estágio e ainda assim reclamar o valor pleno de uma produção psíquica.” Sigmund Freud.

A função da memória para o consciente e inconsciente

Existem memórias que podem emergir ao consciente, e outras que se mantém recalcadas no inconsciente, como uma defesa pessoal para não surgirem na consciência. O Objetivo do inconsciente é manter o equilíbrio da psique, o equilíbrio e bem estar da mente humana.

Memórias inconscientes podem estar, em grande parte das vezes, relacionadas ao medo, assim podem permanecer totalmente ocultas à mente consciente, mas as mesmas ainda têm a capacidade de afetar drasticamente o comportamento e as emoções do cotidiano.

Memórias positivas e negativas

As memórias podem ser positivas ou negativas. Em muitos casos, experiências traumáticas ou estressantes são ocultadas da consciência como um mecanismo de proteção.

Estímulos inesperados podem desencadear lembranças agudas e traumáticas, que costumam marcar o TEPT, transtorno de estresse pós-traumático.

Nem todos os comportamentos ou a personalidade, nem a conduta de um indivíduo, podem ser explicados pelo universo do inconsciente. Existem centenas, e até milhares de processos que são inconscientes no dia a dia, por simples economia mental, por mera necessidade de automatizar ações que permitem tomar rápidas decisões.

As memórias suprimidas

Esse processo é um mecanismo de defesa projetado para proteger a psique do indivíduo de ser incapacitado por memórias indutoras de medo. Pois, se as memórias suprimidas não são escondidas e forem trazidas à tona, elas podem levar a problemas psicológicos debilitantes, como ansiedade, depressão, TEPT ou distúrbios
dissociativo.

Lembranças baseadas no medo que parecem profundamente enterradas em seu cérebro, podem surgir na consciência em diversos momentos. Freud dedicou diversos estudos para descobrir o que poderia desencadear e recuperar lembranças dessas memórias inconscientes, que estariam escondidas e alojadas no cérebro, mais especificamente, no
inconsciente.

Conclusão

O poder e a seletividade do inconsciente são maiores quando a atenção está sob demandas mais pesadas. No mundo multitarefa de hoje em dia, quando a atenção é dividida entre as redes sociais na internet, colegas e amigos, entre a família, entre as diversas atrações e distrações do mundo, a entrega ao inconsciente é cada vez maior.

Entender o que acontece no inconsciente, permite ao paciente tratar problemas, traumas, defesas que o ele poderia nem saber possuir.

O artigo sobre A seletividade do inconsciente escrito por Patricia Martin exclusivamente para o Portal Só Psico. Esperamos que tenha gostado e para saber mais sobre temas relacionados, não deixe de ver os próximos posts.

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