O que é Esquizofrenia paranoide?

O diagnóstico de esquizofrenia paranoide é dado com a presença de delírios ou alucinações bizarras que desafiam as leis naturais de processos básicos de lógicas de pensamento, ou transtornos do pensamento e retirada devido a esses pensamentos e delírios. Veja mais sobre esse tema no texto a seguir:

O que é esquizofrenia paranoide?

A paranoia é uma circunstância diagnosticada quando a pessoa tem um medo irracional, um temor exagerado a ponto de impactar sua vida profissional, familiar e social. Tal desconfiança e comportamento pode ser muito semelhante ao quadro de esquizofrenia, já que as duas condições compartilham sintomas similares como a preferência pelo isolamento.

Contudo, os povos com transtorno de personalidade paranóide não sofrem geralmente das alucinação, uma característica chave da esquizofrenia. Uma das diferenças principais entre o transtorno de personalidade e a esquizofrenia paranoide é a alucinação não é uma característica típica do transtorno de personalidade paranóide.

Alucinações da esquizofrenia

Segundo Mandal (2019), as alucinação típicas nos casos da esquizofrenia podem envolver considerar, ouvir, cheirar, sentir ou mesmo provar algo que não está realmente atual. O tipo o mais comum de alucinação na esquizofrenia é auditivo, com as vozes da audição do sofredor em sua cabeça.

A esquizofrenia é um transtorno considerado complexo pela psiquiatria, pois o paciente não é capaz de compreender a realidade e perceber o que aconteceu ao seu redor diferenciando do que é fruto de sua imaginação. O subtipo mais comum é a esquizofrenia paranóide, que é caracterizada pela presença de delírios e alucinações (HUMES, 2018).

A dificuldade de expor emoções, desorganização da fala e do pensamento ficam em segundo plano. É muito importante evitar confrontar diretamente o conteúdo psicótico. Isso significa dizer que é melhor mostrar disposição em ajudar o paciente a passar pela situação que está disparando a crise e lhe causando sofrimento.

Abordagem psicanalítica sobre a esquizofrenia paranoide

A grande dificuldade da abordagem psicanalítica com o psicótico é a dificuldade de estabelecer a transferência, o que é fundamental para o sucesso de uma análise. Assim, a escuta sob a luz da psicanálise de um caso de esquizofrenia paranóide vai depender da interpretação da fala, dos gestos, das palavras aparentemente soltas.

É muito importante também que o psicanalista envolvido com o paciente esteja atento para o quanto e como ele suporta essas condições, considerando este processo difícil de expressar. A ideia de um acompanhamento é reinserir a pessoa no âmbito social e ajudar a família no processo.

São tratamentos voltados a ajudar a pessoa a lidar com as situações do dia a dia, ajudar a compreender melhor o que está no seu íntimo e no relacionamento com as pessoas. A psicoterapia também ajuda a ampliar e significar os relacionamentos.

O que disse Jung sobre a esquizofrenia

Segundo Jung, se o EU se desintegra como ocorre na esquizofrenia, toda a ordem moral desaparece e a realidade não será mais reproduzida voluntariamente. Assim o indivíduo passa a viver fora da realidade. Não se sabe ao certo suas razões, mas fatores genéticos e ambientais podem estar relacionados ao surgimento da doença.

No caso, os esquizofrênicos são invadidos por símbolos e passam a ser guiados pelo inconsciente, tendo a sua resiliência muito baixa ou ausente. A pessoa apresenta uma comunicação simbólica e diferenciada, cabendo ao psicanalista acolher essa subjetividade tentando construir um compreensão de seus sentimentos.

O paciente precisa sentir-se encorajado a relatar suas aflições. O terapeuta precisa ter informação, esclarecimento e interpretação. Acredita-se que a psicanálise possa sim tratar pacientes esquizofrênicos, pois só a investigação e a clinica podem garantir novos conhecimentos desse quadro psíquico.

Assim como as históricas foram isoladas durante muito tempo e hoje não mais, os esquizofrênicos não devem ficar fechados e isolados. Ele não vai ao médico porque se sente mal, mas sim porque as outras pessoas o levam após observar que tem algo de errado.

Os mais próximos são os responsáveis pela “denúncia”. É necessário resgatar o afeto. Até o “não quero ir mais” dito pelo paciente pode representar uma forma de afeto, mesmo que de maneira agressiva. É um trabalho de muita dedicação e de muito aprendizado.

A descrição da esquizofrenia

Na descrição da esquizofrenia paranoide, podemos perceber que não somente as dificuldades de reconhecimento do ser da pessoa predomina, mas como uma identificação ruinosa passa a confundir e a substituir os pensamentos positivos. O paciente geralmente se encontra em ruptura consigo mesmo, sente-se invalidado, destruído, aniquilado e sem esperanças. Muitas vezes, a rejeição podem atingir situações extremas.

Levando em consideração uma pessoa desvalorizadas e sem condições ideais de vida, esta entrega-se a ataques violentos e sistemáticos, que podem passar despercebidos, mas se espalham por toda a mente e exercem uma poderosa atração. É comum o paciente ver-se, sentir-se e mostrar-se como um ser desprezível e inútil.

Geralmente, sua humanidade está fora de questão e ele se acha equiparando a substância maligna, estragada e arruinada, sendo o mundo externo, também, um lugar ameaçador ou aversivo, do qual ele necessita se defender (TRINCA, 2011).

Pulsão de morte

A esquizofrenia relaciona-se às dificuldades de a pessoa encontrar recursos internos para dominar a pulsão de morte, desde as fases iniciais dos processos de desenvolvimento emocional. Isso significa que desde o principio a pulsão de morte força sua introdução no self, que pode se constituir em depositário de seus produtos.

Essa situação tende a se amplificar com as dificuldades da pessoa em reconhecer o próprio ser, sendo que nos primórdios da vida psíquica esse reconhecimento é dependente de uma atitude materna adequada e sensível às necessidades do bebê.

Por isso, Winnicott (1970) relacionou a esquizofrenia às falhas da maternagem precoce, quando o bebê se encontra em estado de dependência total relativamente ao ambiente. Nessas fases, uma atitude materna que se traduz por falhas graves quanto aos cuidados maternos essenciais tem por consequência a interrupção do sentido de continuidade da existência, implicando o aniquilamento da individualidade.

Conclusão

Tenho afirmado que o self é ocupado por outra coisa, que não se refere ao primado da influência do ser interior. Na esquizofrenia paranoide, prevalecem os componentes sensoriais primitivos e os processos derivados da pulsão de morte, que se afastam dos elementos constituintes do sentido “inato” da existência pessoal (Masi, 2002).

O artigo O que é Esquizofrenia paranoide? Foi escrito pelo Jonas Junior exclusivamente para o Portal Só Psico. Gostou? Aproveite e veja mais textos no nosso blog.

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