Historia da Psicanálise

A Historia da Psicanálise é um assunto importante e recorrente na atualidade, pois pessoas estão passando por algum tipo de problema psicológico, e estão sempre buscando alternativas, seja através do tratamento psicológico como alternativos.

Esse é um tema muito relevante, inclusive, alguns estudiosos da psicologia, que têm levado a sério e desenvolvido estudos interessantes sobre o assunto. Nesse artigo, será apresentado o tema com detalhes.

Sigmund Freud, como sendo o pai da Historia da Psicanálise, foi um grande visionário ao estudar profundamente o aparelho psíquico e perceber o que poderia surgir pela frente através dos avanços técnicos e teóricos através dos tempos. Zimerman (1999) apresenta a evolução psicanalítica através de três categorias, sendo elas: Ortodoxa, clássica e contemporânea.

Historia da Psicanálise e suas vertentes

A psicanálise Ortodoxa realizava sessões rigorosas e com grande frequência, focando seus conhecimentos na investigação de cada processo, analisando formas ocultas e inibição, buscando a rememoração de experiências vividas.

Na era da Psicanálise Clássica houve avanços no sentido de reinventar os procedimentos de atendimentos, havendo um foco nas questões neuróticas e psicóticas.

Na conferência de 1910 Freud aposta no desenvolvimento futuro da psicanálise a partir de três direções: dos avanços teóricos e técnicos, do aumento da autoridade, isto é, do reconhecimento do valor da psicanálise, e da eficiência geral de nosso trabalho.

A evolução

Nesses cem anos evoluiu-se bastante: hoje sabemos que o trabalho é imerso em um campo analítico, vivo, dinâmico, criado, desenvolvido e também prejudicado pela dupla, sujeitos aos impactos transferenciais, aos efeitos de identificações projetivas cruzadas e outras defesas.

As contribuições teóricas de Klein, Bion e Winnicott, entre outros autores, colocaram em evidência a determinante importância dos estados primitivos da mente na promoção do desenvolvimento emocional e os benefícios da ampliação da capacidade de pensar incluindo os sentimentos e de sentir agregando pensamentos.

Os sentimentos no início da vida

O início da vida é marcado por intensidades pulsionais, angústias e desamparo. Mas estão ali, também, as sementes das vivências de amor, acolhimento, dependência, e a possibilidade de experimentar as dores na presença de
um outro que invista libido generosamente, criando uma relação vitalizada e continente, o que é fundamental para o desenvolvimento emocional e para a confiança nas próprias qualidades.

Os pacientes contemporâneos criam conosco campos analíticos diversos dos que costumavam ocorrer há alguns anos e nos impõem a necessidade de desenvolvermos novas maneiras para alcançá-los, sem abandonarmos os princípios técnicos que fundam nossa disciplina, mas sem nos engessarmos ou permanecermos imitativos.

Função analíticas e subjetividades

O desenvolvimento da Historia da psicanálise, as dificuldades da vida atual e o alto grau de sofrimento humano têm, na verdade, nos ajudado a aperfeiçoar a prática clínica, refinando escuta, intervenções e interpretações.

Estamos profundamente interessados nos nossos pacientes, no desenvolvimento de nossa função analítica, atentos à subjetividade, formando duplas únicas com cada analisando e alcançando, quando possível, níveis cada vez mais profundos.

Nosso ofício é complexo e desafiador e considero que estamos mais vivos e cordiais, como diz Freud em sua conferência ao conversarmos com nossos pacientes, o que revela maior grau de liberdade e criatividade, importantes ingredientes para o trabalho clínico.

Considero empobrecedora a mera repetição de modelos teóricos e suas interpretações costumeiras, o distanciamento artificial devido talvez à confusão que costumamos fazer em relação ao conceito de neutralidade e o tom muitas vezes superegoico, quando não acusatório ao paciente.

Lembro que esse tipo de interpretação era muito comum quando o foco do analista se dirigia ao sistema defensivo do analisando. Penso que, se hoje tem havido excessos ou inadequações em relação à técnica, estes podem ser corrigidos por meio de reflexões consistentes e constantes.

As parcerias

De todo modo, parece inegável que estamos nos tornando mais bem aparelhados para formarmos fecundas parcerias com nossos analisados: além da clínica de cada um, basta comparecermos às atividades científicas, aos congressos, e lermos os artigos publicados para examinarmos esse aspecto.

Vale salientar a associação da Historia da Psicanálise com a Hipnose, desde a realização do estágio cumprido por Freud em Paris, sob orientação do neurologista francês Jean-Martin Charcot.

Essa convivência proporcionou grandes pesquisas e descobertas, gerando tratamentos e técnicas inovadoras para contribuir com futuros pacientes.

Os métodos e seus resultados

Alguns de seus métodos foram “Método Catártico e “Técnica de Pressão”, baseando-se em pressionar a testa do paciente, sugerindo com que ele pudesse buscar seu inconsciente, o que não funcionou como o esperado, abrindo espaço para a “Associação Livre”, oportunizando ao paciente que trouxesse todas as informações necessárias sem qualquer restrição, deixando o indivíduo a vontade para expor aquilo que o mesmo queria desabafar, e dessa forma, Freud interpretava e desvendava toda aquela dissertação oral.

Unido ao respeitado médico Josef Breuer, Freud passa a tratar seus pacientes com a “Sugestão Hipnótica” e juntos realizam grandes transformações, inclusive que repercutem nos dias de hoje.

Observamos uma série de cursos de hipnose, até mesmo online, para que as pessoas possam conhecer melhor o poder da sua mente, o que não temos sequer noção da dimensão de possibilidades de trabalhos com a mente para tratarmos pânicos, fobias e outros medos que nos impedem de realizar diversas atividades cotidianas e naturais.

Conclusão

Pelo exposto, entendo que mesmo com o passar dos séculos, a Historia da psicanálise vem desenvolvendo-se e junto a essa evolução está também um aumento das doenças neurológicas.

O que nos faz responsáveis em formar novos especialistas para que possamos desenvolver meios de proporcionar um mundo preparado para enfrentar os problemas no século, sobretudo aqueles oriundos da depressão.

Fontes:
Einstein, M. (2009). Sobre a ação terapêutica da psicanálise no século XXI. Revista Brasileira de Psicanálise, 43 (3) p. 171. Ferro, A. (1998). Na sala de análise. Rio de Janeiro: Imago. Freud, S. (1970). As perspectivas futuras da terapêutica psicanalítica. (Vol. 11, p. 125) . In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original)

Texto elaborado por Paulo Henrique Monteiro, exclusivamente par o Portal Só Psico. Quer saber mais sobre o tema? Confira nossos outros posts.

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