Histeria e tratamentos utilizados por Sigmund Freud

A Histeria e tratamentos é um assunto complexo, pois era utilizado pelo grande psicanalista Sigmund Freud, E cada vez mais, as pessoas veem buscando o conhecimento, seja através de tratamentos ou acompanhamentos psicológicos ou outras alternativas. Afinal, é uma utopia ou pode ser realidade? Essa é uma pergunta que muitos querem encontrar a resposta. Portanto, neste artigo entenderemos melhor sobre o assunto.

Durante sua trajetória profissional, Freud desenvolveu e aprimorou seus conhecimentos sobre as técnicas psicanalíticas utilizando vários métodos de tratamento, como por exemplo, o método catártico. Depois usou provisoriamente a técnica da pressão.

Na clínica psiquiátrica contemporânea, o diagnóstico de histeria foi suprimido entre outras categorias inauguradas pela psiquiatria clássica, dando lugar às novas classificações diagnósticas dos transtornos dissociativos e transtornos de personalidade.

A técnica utilizada por Freud

Nessa técnica Freud posicionava o dedo na testa do paciente e sob uma leve pressão fazia a tentativa de trazer relatos vindos do inconsciente. Obteve insucesso com essa técnica por identificar resistência por parte de alguns pacientes, logo, abandonou a técnica e passou a usar um método chamado de associação livre.

Nesse método, ele ouvia as pessoas e analisava os relatos feitos livremente na tentativa de acessar o inconsciente.
Utilizou esse método para tratamento das pacientes histéricos.

Histeria e tratamentos

O termo histeria é originário do grego histeros, que significa útero. É um termo conhecido e a Histeria e tratamentos já vinham sendo estudados há muitos anos por vários pesquisadores. Antigamente os médicos acreditavam que a histeria era um problema feminino relacionado ao útero.

Outros consideravam uma possessão do demônio também vinculado à mulher. A histeria foi a laboratório para testes na tentativa da reprodução dos sintomas através de hipnose, correntes elétricas, etc.

O estudo sobre a Histeria

Freud foi estudando e pesquisando juntamente com médico Josef Breuer sobre comportamentos, distúrbios mentais e mecanismos psíquicos da histeria. Juntos, no final do século XIX, escreveram o livro Estudo sobre a Histeria abordando alguns casos clínicos.

Freud também usou o termo histeria para concluir que a razão de algumas pessoas sofrerem com o que ele considerava uma patologia, era a vivência de alguma situação intensa de pânico que causou um transtorno psíquico, que depois se apresentou no estado físico como uma doença.

Os sintomas eram variados, como por exemplo, paralisia motora, cegueira, surdez, depressão, mudismo, sufocação, ansiedade, dores de cabeça, vômito, etc. A medicina da época não acreditava que havia um sofrimento nos histéricos.

No ponto de vista dos médicos, era apenas carência, um pedido de atenção, ou até um comportamento teatral. Freud acreditava nos relatos dos pacientes e considerava um sofrimento mental. Deixou de ser médico neurologista para estudar a saúde mental das pessoas.

Pesquisas e tratamento da Histeria

Ele foi a Paris em busca de conhecimento e aprimoramento com o renomado médico francês Jean Martin Charcot, que foi uma figura muito importante, pois, era um profissional que tratava a histeria como uma patologia e havia solucionado vários casos de histeria utilizando o método de hipnose. Charcot dizia que o período entre o trauma e o aparecimento do sintoma, é chamado de período de encubação e que ocorre após a fase genital.

Após o curso com Charcot Freud retornou a Viena e iniciou na sua clínica o tratamento da histeria aplicando o método de hipnose. Ouvindo relatos de algumas pacientes, concluiu que a causa da histeria nascia de algum trauma psíquico vivenciado na infância, ou um acontecimento importante que levava ao distúrbio mental.

Ele também percebeu que os histéricos tentavam fugir da lembrança traumática (ideia nomeada como “neurose de defesa”), na tentativa de recalcar a lembrança para se defenderem de algo criado por sua própria mente, suas fantasias.

Conclusão de Freud

Com o desenvolvimento das conversas e o avanço da sua experiência profissional, Freud percebeu que alguns relatos eram fantasias criadas pelo inconsciente para dar sentido às histórias de desejos sexuais reprimidos que tinham por seus pais, ou seja, o ponto de partida da histeria era um trauma sexual.

Freud atendeu muitos casos clínicos, mas o primeiro caso com sintomas de histeria foi da jovem de 21 anos, Anna O. que era paciente de Josef Breuer e posteriormente de Freud. Ela apresentava sintomas físicos e outros distúrbios psicológicos.

O tratamento durou de 1880 a 1882 e iniciou-se com o método hipnótico, mas foi através da fala que Freud conseguiu alcançar o inconsciente da paciente. A partir daí, a psicanálise se desenvolveu.

Os casos que Freud atendeu

Freud atendeu a vários casos clínicos como o de Emmy Von N. que teve o primeiro contato com Freud em 1889. Era viúva, tinha por volta de 40 anos. Apresentava dores musculares, medo de animais, tique na voz, sofria com delírios e tinha um quadro de ansiedade.

Freud utilizou inicialmente a hipnose como método de investigação para o tratamento. Ela se tornou a primeira paciente histérica de Freud a pedir para falar livremente sem ser interrompida. A partir desse pedido Freud
utilizou o método de associação livre para acessar o inconsciente e descobrir as causas da patologia.

Em 1892 teve o caso de Elisabeth Von R., 24 anos de idade. Ela sentia dores na perna e dificuldades para andar. Tratava-se de um caso de histeria em resposta a algumas frustrações, problemas familiares, desejo e repressão que a jovem vinha enfrentando.

Em 1900 começou a analisar o caso da paciente Dora e a transferência, que foi um problema de trauma. Nesse caso, Freud abandona um pouco a hipnose e reafirma que os sintomas da histeria são o resultado de fantasias sexuais reprimidas.

O tratamento da Histeria

A Histeria e tratamentos prescritos por Freud era a base de banhos quentes, massagens e sugestão hipnótica.
Com as mudanças culturais, atualmente, o diagnóstico de histeria se reformula um pouco.

Hoje não é comum um trauma psicológico causar cegueira, paralisia, ou qualquer tipo de sintoma que ocorriam da idade média. Alguns distúrbios patológicos da atualidade são: a depressão, dores crônicas, ataques de pânico, transtorno de alimentação, transtornos de personalidade, entre outros.

Esses traços histéricos podem acontecer com homens ou mulheres e esses sintomas estão ligados a vários diagnósticos diferentes e por diversas razões.

Nos dias atuais a Histeria e tratamentos quase não existem mais por não haver tanta repressão sexual como na antiguidade, mas existem as doenças psicossomáticas, as pessoas continuam projetando as suas dores
emocionais no corpo.

O que não mudou foi à questão das dores emocionais guardadas ou recalcadas. Em algum momento se manifestam no corpo físico ou na demonstração de sentimento.

Algo muito importante é que os pós-freudianos continuam seu legado estudando a mente humana na tentativa de desvendar, tratar e curar as patologias psíquicas existentes.

Este texto foi desenvolvido por Maria Alves, especialmente para o nosso Portal Só Psico.

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