A vulnerabilidade humana do prazer inconsciente

O princípio do prazer é o que guia o Id. Isso quer dizer que o Id é sua força propulsora. Sabemos que o que o Id busca é a satisfação imediata da vulnerabilidade humana. Que por sua vez, pode ter caráter de desejo ou de necessidade primária. Sendo o princípio do prazer a força motriz do Id, podemos concluir que ele tem como único objetivo satisfazer nossos impulsos primitivos. Esses podem ser o impulso da fome, o da raiva ou o sexual.

O prazer e a vulnerabilidade humana

Ao identificar o prazer como início do desenvolvimento mental Freud determina o quanto desejamos ainda desenvolver nossa capacidade de organização da psique sob pontos altamente atingíveis e frágeis dentro
da capacidade de formação da personalidade.

O ser humanos nas eras remotas sob o conceito do prazer para desenvolver sua capacidade mental poderia ser aceitável, hoje em dia talvez esse conceito seria questionado por entendermos que não só o sentido de prazer funcionaria para a iniciação do desenvolvimento.

Existem outros diversos entendimentos de construção da personalidade que podem elencar neste processo como os registros de memórias opressoras.

Os registros e suas influencias

Esses registros podem influenciar diretamente para a capacidade que o ser humano tem de desenvolver certa agressividade em sua infância, adolescência e fase adulta entendendo que qualquer desafio criado ou situações de pressão emocional iniciada por fatores externos remete-o a esses registros construídos na fase infantil.

O inconsciente ainda é uma arma mental muito poderosa que tem grande influencia na estrutura e vulnerabilidade humana. Quando nascemos recebemos o alimento materno, mas não só fisicamente, recebemos o alimento materno emocional, tudo pode ser transmitido através do contato com o nascido.

Os pais com seu enorme poder de influência sob a psique infantil pode determinar como será esse adulto. Muitos ansiosos da atualidade quando confrontados com seus pesares passados, mostram-se surpresos com essa
relação criada de afetos e traumas relacionados aos pais.

Muitos indicam um bom relacionamento com os mesmos, dizem que tiveram uma infância boa, com presença materna e paterna, bons estudos, ótima família, mas sofrem na atualidade com algum tipo de neurose.

De que forma o inconsciente ocorre?

Neuroses criadas no fundo do inconsciente sem perceber por uma educação rígida ou por uma educação muito flexível, não se sabe mais em nossa realidade a forma como a criação está sendo absorvida pelos novos jovens.

Freud é brilhante, sempre citarei em meus textos a revolução causada por ele, seus estudos sobre a sexualidade infantil remetendo a forma com que a mente entende essa relação afetuosa entre mãe e filho, pai e filho, mãe, pai e filho é fascinante, mas não somos os mesmos da época.

Será que ainda permanecemos com essas influencias tão fortes na construção do Eu? Como relacionar esse conceito para filhos de pais separados ou adotivos? Como relacionar essa construção mental para filhos onde a referência materna não existe? No qual o pai falecido não se faz presente, onde irmãos cuidam de irmãos e sobrevivem nas ruas?

De que forma as neuroses transformaram os pensadores atualmente?

As Neuroses e psicoses atuais mudaram, nossos estudos também mudaram os pensadores atuais mostram propostas novas, afirmando que a construção da personalidade pode ser mais sutil do que o toque e a presença.

Psicopatas nascem psicopatas, desde sua infância mais pura já mostram sinais de crueldade, como podemos explicar essa personalidade formada antes dos 7 anos de idade, sendo que o berço em alguns casos, proporcionou grande satisfação. Muitas psicoses acometem adultos pós-morte de seus entes queridos, talvez ai sim essa relação fraternal de estrutura da mente.

A perda, o luto pode criar psicoses, a morte pode criar neuroses poderosas na saúde mental adulta mostrando o
quanto o ser humano possui vulnerabilidade a partir de um trauma acometido fora do seu controle considerado normal.

A vulnerabilidade do ser humano

Situações que sabemos existir como a morte, ainda transformam mentes consideradas sadias em mentes flutuantes, criando a partir deste registro uma incapacidade de lidar com algo natural, se neuroses ainda acometem essas mentes.

Podemos indicar que o ID ainda é muito poderoso, nosso Ego E Superego controla talvez em partes nossa estabilidade, mas com algum acontecimento marcante eles sucumbem temporariamente deixando com que ideias adormecidas, registros adormecidos dominem a capacidade do pensar e transformem a realidade do inconsciente em fantasias dominantes.

É interessante pensar em tudo que Freud desenvolveu sob o aspecto do prazer no desenvolvimento das estruturas psíquicas, sem ela não chegaríamos a lugar algum na época atual.

A construção do sexo na Era Freudiana

A sexualidade Freudiana na construção do ser mesmo em 2020 se mostrará presente, as crianças atuais ainda se alimentam do leite materno, ainda nascem do ventre materno, então talvez tudo que pensamos hoje em dia sobre a formação da personalidade sob pontos sutis dos registros de memória, irá remeter-se ao estudo Freudiano a partir da busca pelo prazer inconsciente.

A busca do prazer

O Ser humano e sua vulnerabilidade, busca incansavelmente o prazer em tudo que faz, no relacionamento, no trabalho, estudos, na vida social, família etc. Se houvesse prazer em tudo, não conseguiríamos evoluir mentalmente, não buscaríamos a mudança, não enfrentaríamos os medos relacionados a mente, não construiríamos uma melhor relação com o mundo a nossa volta porque estaríamos acomodados no prazer que seria viver.

Mas ao mesmo tempo, esse prazer pode ser fatal, pode se mostrar cruel para muitas pessoas que insistentemente buscam a mesma sensação inconsciente do passado sem saber ao menos o que buscam.

O grande questionamento é quando iremos proporcionar a nós mesmos a liberdade da construção individual das estruturas mentais humanas sem influencias externas, sabendo que o inconsciente é que realmente
determina nosso futuro e tendo pleno acesso a esses registros poderosos da construção do futuro.

Esse texto sobre A vulnerabilidade humana do prazer inconsciente foi criado por Paulo Gaspar.
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